Entenda a diferença entre véu, casquete e mantilha

Entenda a diferença entre véu, casquete e mantilha

Eba!!! Um dos posts mais visualizados aqui do blog virou vídeo. Yeahhhh! Muita gente pediu e nós achamos bacana falar sobre esse assunto mais uma vez. Afinal de contas, a gente sabe que nosso público é cíclico e as novas noivinhas de plantão podem ter essa dúvida. Você sabe a diferença entre véu, casquete e mantilha? Vem descobrir com a gente!

Casamento azul Tiffany: {Ana Paula & Ricardo}

Todo casamento é sempre muito especial. E quando o amor do casal transborda, atinge a gente em cheio, não acha? Esse é o caso de Ana e Ricardo. Superapaixonados, eles estão juntos há sete anos. Primeiro, priorizaram a estruturação da vida financeira para depois pensar em casamento. Mas ela sempre sonhou em dizer “sim” com uma festa linda e a cara deles. Sonho realizado! Ana Paula também é noiva LZ!!! Ela se casou com peep toe azul, da linha color, e comentou no depoimento que, antes de chegar aos sapatos, encontrou o blog (eba!). “Inclusive, conheci o blog antes da loja da Luana Zabot. Foi o blog que me levou à loja. Acho fantástico blogs que falam sobre casamento. Eles me ajudaram muito na organização do meu!”, disse. Que felicidade!!! Porque a idea é essa: ajudar as noivas com toda informação possível para ter o grande dia perfeito!!!

A Ana se define como uma noiva clássica. E isso se refletiu no look noiva dela. Com vestido Casa Assuf, de gola alta e rendado, ela entrou deslumbrante na igreja Divino Salvador. “Tinha um modelo de vestido na minha cabeça (de manguinha curta), mas quando experimentei não gostei. E aí resolvi experimentar o modelo que o estilista havia indicado. Amei! E resolvi ficar com ele. Fui muito rápida na escolha do vestido. Até me surpreendi, porque eu sou muito indecisa e fico horas para tomar uma decisão”, conta. Prova de que é sempre interessante ouvir o que os profissionais têm a dizer. Ela também usou mantilha (falamos sobre no post casquete, mantilha e véu – o que faz a sua cabeça?) e lindo acessório de cabelo florido. Nos pés, sapatinhos azuis! De início ela queria o branco. Acho que toda noiva clássica pensa no branco e, só depois de se deparar com as cores, pensa em usar um sapato colorido. Mas, optou pelo azul. “Minha ideia era usar sapato branco, para seguir à risca o modelito tradicional. Mas quando vi os modelos azuis da Luana, fiquei louca!!! Uma parte de mim dizia para eu escolher o branco; a outra parte pedia o azul, rs. Escolhi o azul porque é minha cor preferida e porque assim eu poderia usar o sapato depois em outra ocasião. No final das contas, acho que não seria tão original e tão a minha cara se eu tivesse escolhido o branco”.

Aliás, a cor predominante no casamento, além do branco, foi o azul Tiffany. Sou fã da cor da marca de joias mais amada pelas noivas. E, com isso, o evento ficou a cara deles, já que as cores citadas são as preferidas do casal. A Ana comentou algo superimportante: a participação do noivo. “Paulo esteve presente em todos os detalhes e isso nos uniu mais ainda, e fez com que a festa fosse dos dois e não apenas da noiva, como acontece muitas vezes quando o noivo nem sabe o que tem na festa. Inclua o noivo nos preparativos”, indica. Certíssima! As fotos abaixo (que a noiva amou e foi só elogios para o profissional!) são de Stefano Aguiar. Inspire-se!

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Ficha técnica:
Bem-casados: Stein Bem-Casados | Filmagem: Ássis Videomaker | Foto cabine: Cabine Fotobox | Fotografia: Stefano Aguiar  | Sapatos: Luana Zabot | Topo do bolo: Atelier Petit Oiseau | Vestido e acessórios: Casa Assuf

 

Casquete, mantilha e véu – o que faz a sua cabeça?

Você sabe qual a diferença sobre esses acessórios de cabeça – casquete, mantilha e véu – que ajudam a compor o look da noiva? Porque entendendo o que é cada um, fica mais fácil escolher o que melhor combina com o seu vestido e gosto pessoal. Estes são os acessórios que podem ou não complementar outros acessórios de penteado, como grinalda, fascinators, flores, tiaras, coroas e etc. Os arranjos de cabelo e suas nomenclaturas também rendem assunto para um próximo post. 😉

A casquete é uma versão menorzinha de um chapéu e é usada de lado na cabeça. Para quem vai organizar um casamento com pegada retrô ou vintage, e apostar num visual antiguinho, ela se encaixa perfeitamente! E ainda pode ser adornada com um voilette, aquele véu de trama bem aberta que cobre um pequeno pedaço do rosto da noiva e é super vintage. Aliado a plumas e e flores, a casquete pode ganhar ares mais moderninhos e se confundir com fascinators, mas a estrutura chapeleira da casquete é a que a classifica como tal. Ela tende a ser mais durinha e maior, inspirada em um chapéu de verdade.

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Fotos: 1 e 2 – Bárbara Heliodora | 3 e 4 – Fontes não identificadas

A mantilha foi sucesso entre as mulheres nos anos 20. Linda, traz todo um ar de romantismo e delicadeza para as noivas, além de certo tradicionalismo e elegância. Por ser rendada (toda ela ou apenas na borda) e mais pesada que os véus tradicionais, em geral a mantilha é presa mais perto do rosto. Mas nada impede que ela seja colocada como um véu, desde que com uma grinalda um pouco mais resistente e bem firme no penteado.

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Fotos: 1- Rosa Clara | 2- Style me Pretty | 3- Pronovias | 4 e 5- Rosa Clara | 6- Style Me Pretty | 7- Outerinner

O véu é, sem dúvida, a primeira escolha de muitas noivas. Principalmente porque hoje a oferta de detalhes e incrementos para os vestidos é muito grande e a maioria prefere focar a atenção em um detalhe só. Se o vestido for muito trabalhado, um véu liso de tule pode casar muito bem! Os véus podem ser longos, médios ou curtos (na série consultoria de estilo eu falei muito sobre eles, relembre aqui) e a escolha deve levar em consideração o seu estilo e o estilo do casamento.

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Fotos: Style Me Pretty | Internovias

Agora que já esclarecemos as diferenças sobre os três acessórios de penteado de noiva, algumas dicas para ajudar vocês na escolha:

1 – A primeira dica é a mais importante: você deve escolher o acessório de acordo com o seu estilo pessoal. Não adianta investir em uma mantilha toda trabalhada na renda se você é minimalista e todo o seu casamento segue essa tendência. Se você for moderna e seu casamento multicolorido, por que ser clássica no cabelo?

2 – A casquete já foi tendência, muito usada nos anos 20, e hoje aparece forte em casamentos com perfume antiguinho. É ideal para noivas com rosto mais afinado, mas se bem posicionada e com o penteado certo, fica perfeita em qualquer tipo de rosto. Um coque volumoso na mesma lateral da casquete é romântico, vintage, mas com toque de modernidade. O horário do casamento também deve ser levado em consideração. As casquetes combinam mais com eventos diurnos, ao ar livre, e não casam com uma noiva clássica, que troque alianças em uma igreja com nave comprida.

3 – O véu é o maior dos clássicos! Eu mesma me casei de véu e não abriria mão – só me senti noiva com ele. O véu vai bem com qualquer tipo de rosto e corpo. Só é preciso decidir sobre o tamanho e o conforto. Mas também é verdade que o véu longo é perfeito para casamentos clássicos, com pompa e circunstância. Na maioria dos casos, independente do tamanho, o véu é liso e feito de tule. Mas atualmente há uma forte tendência de véus mais elaborados e com algumas aplicações. Nesse caso é melhor avaliar se o vestido já não contem informação suficiente e só depois decidir pelo modelo que mais agrada você.

Para ver as diferenças entre os tipos de véu e qual comprimento usar, não deixe de conferir o post “Véu: usar ou não?” da série de Consultoria de Estilo aqui do blog, clicando aqui! 😉

Até às próximas dicas!

Véu: usar ou não?

usar ou não véu qual tipo de véu

Hoje tem post caprichado com dicas de consultoria de estilo, eba! E o tema é o véu de noiva. Afinal, hoje em dia já está super frequente casamentos até noturnos que dispensam o uso do acessório. E você, está na dúvida? E se for usar, qual modelo seria o ideal?

A origem do véu data da Grécia Antiga, onde o costume foi adquirido visando proteger a cabeça e face das noivas de maus espíritos e mau olhado. Posteriormente, foi incorporado pela igreja católica como símbolo de pureza e castidade. De lá para cá, o véu tornou-se um acessório típico da noiva, mas sem carregar tantos significados religiosos. Ele apenas adorna e complemente o visual da noiva, além de denotar certa tradição.

Eu, particularmente, casei de véu. E não me sentiria noiva sem ele! Mas nem por isso sou a defensora incondicional do acessório. Acredito que ele deve combinar, acima de tudo, com o seu estilo pessoal e com o estilo do seu casamento. Hoje em dia, com a tendência de casar durante o dia, de forma mais casual, sem várias tradições, o véu tem seu uso opcional. E para decidir se deve ou não investir no acessório, veja as dicas e os modelos, que esmiucei para facilitar a escolha:

– Véu longo, tradicional ou “catedral”:

É, como a própria definição diz, o véu tradicional, usado frequentemente em casamentos na igreja e tem bastante comprimento. É sem dúvida o tipo de véu mais clássico, mais formal e o mais usado. Combina super bem com cerimônias noturnas, dentro ou fora dos templos religiosos. Sim, pode ser usado em um casamento no campo, desde que o estilo da cerimônia seja mais robusta e tradicional. Não precisa estar na igreja para ter um ritual clássico, certo?

Combina bem com praticamente todos os biotipos de noiva. Das mais altas às mais baixinhas, ele acrescenta muitos metros à silhueta e pode ser usado sem moderação. Atente apenas para o desconforto que muitos metros de tecido presos ao seu cabelo podem trazer. E também, para não cometer exageros e fazer com que o véu chame mais atenção que o vestido! Sugiro o uso de véu liso, de tule, com poucas aplicações ou renda super discreta, para quem casar de vestido encorpado e rico em rendas, aplicações e bordados. Caso o vestido seja mais sequinho de aplicações, aí o véu ganha liberdade para ter mais brilhos e texturas ao longo.

Para cerimônias mais cool, leves e descontraídas, não sugiro o uso do véu catedral, e sim, outros tipos mais moderninhos, como os curtos e voilettes (a seguir), ou até mesmo o não uso do véu.

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Fotos: Filme Noivas em Guerra; Casarei em Brasília, Style me Pretty, Vinicius Matos, Tulio Thomé Fotografia.

– Véu médio:

O véu médio é aquele que chega até a cintura da noiva, ou até às pontas dos dedos da mão. E os curtos, que veremos a seguir, terminam no ombro ou no rosto da noiva.

Esse véu pode ter caráter tão tradicional quanto o longo. Mas são menos coringas: noivas baixas; muito curvilíneas; ou acima do peso, não são favorecidas por esse acessório. Ou seja, ele cai como uma luva em mulheres altas e magras. Isso porque o corte do tecido no meio do tronco achata a silhueta e aumenta a amplitude horizontal. Outra restrição deste comprimento de véu é quanto a seu uso com vestidos curtos. Ele deve ser evitado nestes casos, por coincidir sua barra com a do vestido e deixar o visual confuso. Para vestidos curtos, opte por véus também curtos ou por véu nenhum.

Ainda assim, combina perfeitamente com casamentos diurnos, dentro ou fora de templos religiosos. Tem um charme clássico, mas por ser menor, acaba deixando o visual mais leve, podendo ser incorporado a cerimônias menos formais, como no campo, na praia, etc.

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Fotos: Reprodução Casamento Kate Middleton, Dri Castro Fotografia, Noiva de Evasê, Noivas e etc.

– Véu curto:

Este é o tipo mais moderninho de véu!! Cai bem em casamentos diurnos, descolados, antenados, cool e vintage. Existem dois tipos de véus curtos: o que termina na altura do ombro; e os voilettes – aqueles que ficam levemente caídos sobre o rosto da noiva.

O primeiro, o véu ombro, tem as mesmas contra-indicações do véu médio, exceto pelo uso do vestido curto, que cai muito bem com este tipo de acessório. Mas as mulheres mais baixas ou acima do peso, continuam não sendo favorecidas por ele. Para elas, indico o uso de voilette. Apesar de algumas restrições, é um véu super leve, cool e moderno, podendo complementar a cabeça de noivas românticas e descontraídas, seja na praia, no campo, ou até mesmo na igreja, desde que em cerimônias diurnas.

Já o voilette, é um outro tipo de véu bastante coringa!!! Adiciona um charme único, requintado e vintage. Combina com praticamente todo tipo de rosto, desde que seja respeitada a proporção do acessório com a medida da face: mulheres altas podem investir em uma medida de véu maior, e as baixas, menor.

O legal do voilette é que ele pode passear nas cerimônias matinais, ao entardecer e até mesmo noturnas! Da praia à igreja! É super versátil! Porém, apesar de ser fácil de combinar, não funciona bem com vestidos muito tradicionais e formais. Para esses, sempre indico o véu longo, não tem como errar.

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Fotos: Sara Gabriel Veils via Belle Bleu Bridal, Pinterest via Refinery 29, Kiss the Groom, I Do Venues, Etsy, Trendy Bride, Intimate Weddings, Polka Dot Bride, Adriana Oliveira Fotografia (voilette by Corina Seiferle para meu trash the dress) 

Agora, se mesmo depois de todas essas imagens de véus e mais véus, você ainda não se vê entrando no altar com nenhum deles, é melhor considerar a hipótese de casar só com o arranjo de cabelo. Neste caso, o arranjo deve ser maior, mais elaborado ou imponente, para compensar a falta de véu, como headbands, casquetes, tiaras boho, flores, fascinators e etc… Seu gosto é o limite! Lembre-se apenas de combinar a descontração da falta do véu com o estilo do seu casamento. 😉

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Resumo para quem ainda tem dúvida em usar ou não o famoso véu:

Prós do véu: sinônimo de tradição e elegância, ele deixa o look mais robusto. Uma super vantagem de se usar véu, seja longo ou médio, é o resultado dele nas fotografias! Não tem como substituir aquelas fotos de casamento em que a noiva brinca com o véu, joga para cima, para frente e para o vento… Um belo motivo para pensar em usá-lo! Lembrando que ele só é protagonista em um pedaço do casamento, que é a cerimônia. Outra vantagem é ter um visual mais clássico e atemporal.

Contras do véu: justamente por ser sinônimo de tradição, acaba não combinando com cerimônias descoladas, descontraídas ou mais informais. Para quem casa de dia e fora da igreja, então, as chances de ficar bem com um véu mais robusto caem bastante. Não combina tão bem com vestidos muito curtos. E uma das principais desvantagens do véu: ter que fazer um penteado que comporte prender o tecido ao cabelo, ou seja, alguma parte do cabelo tem que estar presa. E, por fim, o possível desconforto que metros e metros de tecidos presos a sua cabeça pode trazer!

Agora é só pesar bem as escolhas e pensar em qual estilo de noiva você quer ter! Vale também experimentar todos os tipos de véus por aí e vivenciar se algum deles te deixa segura e se sentindo “noiva” de verdade!

Até à próxima dica! 😉